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	<title>Um Grito no Vazio para o Nada</title>
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	<description>Um romance banhado em diálogos filosóficos que vagam pelo vazio apontando para o nada.</description>
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		<title>Os Fantasmas &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 18:06:22 +0000</pubDate>
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O homem jogado no chão, levanta-se. Mais uma vez encontra-se sozinho e sem direção, porém sem queda &#8211; até essa parece ter deixado de lhe importar. Tragado pelo estático, dá um grito, um grito no vazio para o nada. Uma pequena garota com ávidos olhos aparece e lhe olha seriamente. Ele a olha de volta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-71" title="blue eyes" src="http://www.umgritonovazioparaonada.com/wp-content/uploads/2009/11/blue-eyes.jpg" alt="blue eyes" width="400" height="301" /></p>
<p style="text-align: justify;">O homem jogado no chão, levanta-se. Mais uma vez encontra-se sozinho e sem direção, porém sem queda &#8211; até essa parece ter deixado de lhe importar. Tragado pelo estático, dá um grito, um grito no vazio para o nada. Uma pequena garota com ávidos olhos aparece e lhe olha seriamente. Ele a olha de volta e fica a esperar que ela fale alguma coisa. Ela nada fala.</p>
<p style="text-align: justify;">- Azuis, lindos olhos azuis, por que me olham? Por que me perfuram?</p>
<p style="text-align: justify;">Ela nada responde.</p>
<p style="text-align: justify;">- Vejo tanto nesses olhos, tanto que quero ver, tanto que raramente vejo! Quero tanto me perder neles, mas há tanta seriedade. Por que há de haver tanta seriedade nesses olhos que a mim neste momento se dirigem? Por quê?</p>
<p style="text-align: justify;">Ela nada responde.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eles já foram outros, não? Esses dois profundos oceanos cristalinos já me olharam de uma forma diferente, já correram atrás de mim com a chama que se recusa a se apagar até na mais pura transparente água, no mais puro azul. Dois magníficos brilhantes olhos que já degustaram minha essência! Mas, por que se cansaram? Por que desistiram? Fui eu quem desisti? Por favor, só uma palavra é tudo que peço, só uma e poderei descansar. Só um porquê!</p>
<p style="text-align: justify;">Ela nada responde.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então, por que há de me atormentar? Se não me oferece palavras a me completar, se não me oferece uma imensidão onde possa me perder, por que há de me atormentar com a visão de distante tamanha beleza? A tortura se faz assim mil vezes pior! Não há nada que mais evidencie o horror que a beleza não alcançada. E essa seriedade que a acompanha, só faz a me atacar, a perfurar meu peito com uma adaga, a cortar e cortar em mil direções. Quem é? O que quer? Por que enfim vens aterrorizar-me no nada?</p>
<p style="text-align: justify;">- Você sabe quem é! Você sabe que nada quer! Você sabe que no nada não estamos! – exclama impulsivamente uma nova garota que aparece do nada e lhe dá três empurrões para trás enquanto fala. Ela, sorrindo, o olha com sedutores olhos, que devoram, sempre querendo mais.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, não sei quem é. Não sei seu nome – diz o homem, olhando tristemente para a pequena garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, não sabe seu nome. Tantas oportunidades e nunca seu nome soube. O meu sabe, não?</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, sei.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas nunca falará.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, nunca.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então, por que me aterrorizam aqui neste vazio nada?</p>
<p style="text-align: justify;">- Pare, não estamos no nada. Pare de falar que estamos no nada. Estamos em um quarto, um escuro e pequeno quarto. Se este quarto é feito do absoluto nada, não importa. Ainda não é o nada. O nada é por demais reconfortante para ser comparado a este quarto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, um horrível quarto. Obrigado por me lembrar – responde desolado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Um solitário quarto no meio da eterna escuridão. Iluminado escassamente por uma tediosa luz amarela, provinda de uma lâmpada suja que está a pairar no fim de um fio solto do teto. Com uma grossa porta de madeira, num canto, dando saída para um profundo abismo de trevas. Abismo infestado de buracos negros, que não consomem, só digerem, e que nem dão vida a novos universos, só a uma compressão estática. Seguindo na parede oposta, de um grande diferente buraco. Buraco disfarçado de janela, esta dividida entre uma camada de vidro fino, a refletir o que há dentro, mas também a deixar as trevas passar, e uma de madeira esburacada, a nada proteger, dando saída para um rio de miséria. Rio que corre tortuosamente do baixo para o mais baixo, subindo depois para o mais baixo ainda. Estando ambas essas saídas desesperadamente reforçadas com tábuas podres, mas consistentes, a fim de impedir a visão do que há lá fora, o fora do mundo que gira em só uma direção, o das trevas, não o fora a sempre ser ambicionado. Impedindo de ver o repetido espetáculo da decadente distorção, mas de nada servindo contra a continua invasão dos gritos de horror emitidos por esse. Terríveis grunhidos vindos de todas as direções, todos produzidos não por uma dor, mas por um esforço.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pare! Já sei muito bem como é aquilo que me cerca, não preciso que me digam. Então, se é assim,  por que me aterrorizam aqui neste vazio quarto?</p>
<p style="text-align: justify;">- Aterrorizar. Seria você alguma coisa sem nós?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, não seria.</p>
<p style="text-align: justify;">- E sequer se movimentaria?</p>
<p style="text-align: justify;">- Também não.</p>
<p style="text-align: justify;">- É&#8230; mas também isso mal faz mesmo na nossa presença.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não comece.</p>
<p style="text-align: justify;">- O quê, é só uma verdade que estou apontando! Como é mesmo&#8230; é o andar sem parar para sempre estar no mesmo lugar. Andando de lugar algum para lugar nenhum, nunca chegando a um lugar melhor. E isso serve para alguma coisa? Não, nunca. Anda para cima, para baixo, para dentro, para fora, para os lados, em círculos, nunca encontrando algo real, algo de belo, algo que te faça não mais andar pelos lugares onde não se pode ficar parado, algo que te deixe repousar sem ser devorado por aquilo que destrói, que corrói, que a tudo cerca com a devorante nevoa. É o simplesmente andar entediado para o encontrar de mais tédio, o que só compensa por impedir que vire parte deste próprio tédio, parte da ficção que este é, que só é, fazendo todo o resto não ser. É a movimentação em dois planos, o primeiro, o em que flutua na massa amorfa, onde tudo é igual por nada realmente existir, o segundo, o aonde está desda pré-história, onde tudo se mascara de diferente pela complicação do simples. No primeiro só se caminha para frente e apesar de devagar, pelo menos nunca se volta. No segundo se caminha para todos os lados, mas não se chega a nenhum, e sempre se tem de voltar para aqui, este miserável quarto. Quarto o qual nunca se quis estar em primeiro lugar, mas que pelo menos protege da visão do horror, ou talvez não, talvez só reconforte oferecendo o alimento da ilusão, ou ainda pior, talvez só seja uma grande armadilha, a lhe espreitar a todo momento, preparada a sufocá-lo embaixo das almofadas da mentira. Sim, definitivamente uma armadilha! Já pensou nisso?</p>
<p style="text-align: justify;">- A cada segundo passado aqui dentro, porém a armadilha que conheço é melhor que a armadilha que desconheço.</p>
<p style="text-align: justify;">- E que armadilha é essa?</p>
<p style="text-align: justify;">- A armadilha da impossibilidade que se fantasia de possibilidade até o momento em que é tocada.</p>
<p style="text-align: justify;">- Cair constantemente em diferentes armadilhas é muito melhor que ficar para sempre preso em uma só.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, mas é difícil se acostumar a ser enganado – diz cansado, colocando uma mão sobre sua face, olhando para baixo pensativo. – Pare, simplesmente pare e vá embora!</p>
<p style="text-align: justify;">A garota em resposta, puxa uma cadeira e se senta à sua frente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não adianta, não? Você não vai embora?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, é impossível. Você me adora demais para isso! Mas paro de falar, se isso é o que finge que deseja.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Continua&#8230;</strong></p>
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		<title>O Mais Horrível Monstro da Existência &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:55:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O homem desiste, não mais corre, não mais olha para topos não mais vistos, não mais espera oportunidades a lhe aparecer, não mais sabe o que fazer, e nem mais finge tentar sabê-lo. Deita no chão vazio, sozinho em seu nada, e mais uma vez dorme. Escuridão, folhas púrpuras, som de passos.

Uma floresta, onde há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O homem desiste, não mais corre, não mais olha para topos não mais vistos, não mais espera oportunidades a lhe aparecer, não mais sabe o que fazer, e nem mais finge tentar sabê-lo. Deita no chão vazio, sozinho em seu nada, e mais uma vez dorme. Escuridão, folhas púrpuras, som de passos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-66" title="autumn,forest,orange,trees,orange,forest,fall-def55aac790127d2777dfad932361157_h" src="http://www.umgritonovazioparaonada.com/wp-content/uploads/2009/11/autumnforestorangetreesorangeforestfall-def55aac790127d2777dfad932361157_h.jpg" alt="autumn,forest,orange,trees,orange,forest,fall-def55aac790127d2777dfad932361157_h" width="500" height="500" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma floresta, onde há espaço suficiente entre as altas e grossas árvores para andar, correr, cantar e dançar, se apresenta, e nela caminha um monstro. Caminha abaixo de um céu de folhas púrpuras, pisando uma eterna grama laranja, num dia iluminado por um pouco visível sol amarelo. E este monstro não é só mais um simples monstro, como aqueles que se espreitam por todos os cantos, tentando se fingir de criaturas sãs pelo uso de ridículas fantasias que só servem para enganar os desatentos olhos dos cegos e, por sua vez, só aterrorizam mais os dotados da visão. Mas sim, um monstro muito pior, terrivelmente pior. Na verdade, provavelmente este é o mais horrível monstro da existência. Um tão horrível que sua descrição só pode ser feita a partir da variabilidade de sua distorcida mente.</p>
<p style="text-align: justify;">O monstro continua a andar pela floresta, rumando para um lugar de igual importância ao de onde veio, o que explica sua grande excitação ao andar, que é quase nula. Seu corpo é pintado pelo púrpura das folhas que são irradiadas pela luz do forte sol amarelo. Assim, caminhando, tomado, como sempre, por um gigantesco tédio, ele é surpreendido por uma forte luz rosa. Um espectro plano de luz no formato de um corpo humano, que parece rapidamente vir em sua direção se espreitando entre as árvores, deslizando pela realidade, e que acaba, ao alcançá-lo, por acertá-lo na cara com uma das mãos, lançando-o ao chão. Ele afunda na macia grama laranja, inconsciente, embarca numa profunda escuridão.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao aparentemente voltar a consciência, o monstro abre os olhos e se encontra deitado num pequeno bote de madeira velha. O bote é cercado por um mar negro de sombras e tem sobre si um eterno céu de trevas púrpuras. O gondoleiro, que com seu remo navega o bote na direção do desconhecido, é uma alta criatura com uma negra capa cobrindo todo o seu corpo, que ao olhar para o monstro revela, escondida sob seu capuz, sua face de caveira.</p>
<p style="text-align: justify;">- Um esqueleto encapuzado! Para onde há de ter rumado a criatividade, já não bastava o bote no mar de sombras! – exclama ironicamente o monstro, que se levanta e olha para os lados.</p>
<p style="text-align: justify;">- Cale-se! Ainda não navega por inteiro em meu bote. Ainda encontra desculpas para se recusar a tal. Por que se prende a mentiras que sabe muito bem o assim serem? – pergunta o esqueleto, deixando de navegar, colocando o remo de lado e se virando diretamente para o monstro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Porque acredito que na sopa de probabilidades onde me encontro, até o mais horrível monstro pode ainda chegar a felicidade. Prefiro optar pelo desconhecido que posso imaginar, do que pelo desconhecido que pode nem realmente existir.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ha, ha, ha&#8230; Acredita nisso por ser uma verdade, ou por ser nisso que precisa acreditar? – pergunta o esqueleto, apontando acusatoriamente para o monstro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Você sabe a resposta, não? – diz sentando-se, por estar cansado e um pouco desinteressado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não – grita o esqueleto com raiva. &#8211; A verdadeira pergunta é se você sabe a resposta!</p>
<p style="text-align: justify;">- Sei, sei muito bem – diz abrindo os braços e mostrado com os olhos o quanto não se importa.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então, por que não se entrega a mim por completo?</p>
<p style="text-align: justify;">- Talvez, porque ainda exista a possibilidade de nem tudo eu saber – diz olhando para o lado e passando a mão pelo mar de sombras.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mentiras, mentiras e mais mentiras. Quando desistirá? – grita o esqueleto, sem esperar resposta. Depois pega seu remo e dá as costas para o monstro. &#8211; Simplesmente volte para o lugar da onde veio – diz desesperançado.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-68" title="Pink fairy-1200x1200" src="http://www.umgritonovazioparaonada.com/wp-content/uploads/2009/11/Pink-fairy-1200x1200-300x300.jpg" alt="Pink fairy-1200x1200" width="399" height="399" /></p>
<p style="text-align: justify;">O monstro de novo perde a consciência e do bote cai para o mar. Seu corpo afunda rapidamente nas águas sombrias, sendo sugado por um redemoinho que o leva de volta a profunda escuridão. Ao voltar a consciência, sente seu corpo deitado sobre a grama, e sobre ele sente algo macio, logo, ao abrir seus olhos, se depara com a mais assustadora de todas as coisas, a verdadeira beleza. A garota está sentada sobre ele, debruçada sobre seu corpo, com seu rosto rente ao dele, com seu olhar fixo no dele. Sua boca se faz em sorriso, seus olhos cegam, seu longo cabelo, que cai sobre seus ombros, brilha com a luz.</p>
<p style="text-align: justify;">- Gostou do tapa? – pergunta a garota, ainda sobre ele e passando a mão sobre seu rosto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por quê? – pergunta o monstro, não conseguindo conter o sorriso de ver tamanha beleza.</p>
<p style="text-align: justify;">- Porque o mereceu, ó meu horrível monstro! Eu nunca conheci alguém tão idiota quanto você, e olha que eu só tenho alguns segundos de vida. O que mais me surpreende é que não o tenha tentado por si próprio.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu o faço, constantemente, só que de outras formas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Viu, é realmente um grande idiota! – exclama colocando o dedo indicador sobre o nariz dele.</p>
<p style="text-align: justify;">- Quem é você? – pergunta o monstro ainda imóvel sobre ela.</p>
<p style="text-align: justify;">- Uma fada, o que mais eu poderia ser? Deseja me ver por inteiro – diz agarrando as mãos do monstro e levantando-o com ela. Depois, se afasta e dá um giro em sua frente.</p>
<p style="text-align: justify;">- É&#8230; fadas não deveriam ser supostamente pequenas? – pergunta o monstro, ao mesmo tempo que se perde do mundo ao observá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">- Preferia estar falando agora com uma garota do tamanho de um inseto – responde ironicamente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não. Mas, quem sabe, pelo menos umas asas ajudavam a convencer!</p>
<p style="text-align: justify;">- Repugnante, simplesmente repugnante. Não me vejo tendo duas assas de inseto nas minhas costas. Coisa nojenta!</p>
<p style="text-align: justify;">- Então, o que exatamente te faz uma fada?</p>
<p style="text-align: justify;">- O rosa que paira sobre mim. Fico linda com esse rastro de rosa cintilante que acompanha todos os meus movimentos, não?</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é meio pouco criativo, não acha?</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas te excita do mesmo jeito! – exclama colocando as mãos sobre sua cintura e dando um grande sorriso.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, sempre&#8230; Então, linda fada, por que se encontra aqui na minha presença?</p>
<p style="text-align: justify;">- Porque senti uma necessidade de passar a existir, só para te dizer o quanto um grande idiota você é. Afinal de contas, é o mais horrível monstro da existência. Tão horrível e monstruoso que me dá vontade de rir sem parar!</p>
<p style="text-align: justify;">- Não acha que sou horrível e monstruoso?</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim é claro que é. Buuuu – diz levantando as mãos e imitando um fantasma. &#8211; Então, ó horrível monstro, o que te faz tão horrível?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não vê? Não está claro? – pergunta abrindo as mãos e apontando para si.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é algo físico? – pergunta a garota em dúvida.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, não é&#8230;, mas eu não transpiro algo horrível e monstruoso? Não há algo em minha presença que te repugna?</p>
<p style="text-align: justify;">- Por acaso, já teve pessoas correndo desesperadamente de você, ou talvez correndo na sua direção gritando raivosamente e empunhando tochas?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, mas eu não vou ser o que vai incentivá-las a tal.</p>
<p style="text-align: justify;">- Basicamente, o que está me dizendo é que sabe que é um monstro, porque sabes que é um monstro, e não tem nenhuma prova material disso, porque não quer terrorizar ninguém com a sua presença.</p>
<p style="text-align: justify;">- Talvez.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, você é horrivelmente monstruoso! – exclama a garota, um pouco cansada de argumentar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Viu, eu sabia que era óbvio!</p>
<p style="text-align: justify;">A garota só responde com uma cara de raiva, depois respira e recomeça. &#8211; Vejamos, já pensou que talvez o que te faça ser a mais horrível das criaturas seja o fato de que acreditando ser tão horrível, acaba por fim sendo-o, quando realmente não o seria, se assim não o acreditasse.</p>
<p style="text-align: justify;">- Talvez. Mas, talvez eu o sou e o sempre serei, sendo que o que me faz mais horrível é sequer imaginar que isso eu não poderia ser.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ou ainda talvez, eu deva lhe acertar mais uma vez na cara.</p>
<p style="text-align: justify;">E, assim, ela o faz, com o monstro mais uma vez sendo jogado no chão, mais uma vez embarcando numa profunda escuridão e mais uma vez acordando no bote. Porém, dessa vez ao abrir os olhos, ele se depara com este ancorado na areia de uma pequena ilha. Uma ilha no centro do mar das sombras, sob o eterno céu de trevas púrpuras e com uma grande, sinistra e interminável torre de pedras velhas cobertas de limo ocupando grande parte de sua extensão. Ele sai do bote e mais uma vez encontra o esqueleto encapuzado, este sentado em um banco ao lado da única porta da torre, lendo um livro. O esqueleto não olha para ele, só aponta, movendo o dedão para trás, para a porta aberta. O monstro vai até o esqueleto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Onde estou?</p>
<p style="text-align: justify;">- Por que não entra logo, não vê que estou fazendo algo mais importante! – exclama o esqueleto, ainda não olhando para ele, só lhe balançando a mão para que vá embora.</p>
<p style="text-align: justify;">- Onde estou? – insiste o monstro.</p>
<p style="text-align: justify;">- É um ótimo livro sabe – diz finalmente virando para ele. – Você morre no final! Então, quer saber onde está? Isso é uma piada, não? Eu que deveria estar fazendo essa pergunta!</p>
<p style="text-align: justify;">- Estou onde penso que estou?</p>
<p style="text-align: justify;">- Que boa colocação de palavras! Agora que já acabou a piada, me deixe voltar a minha leitura. Eu adoro reler a parte dos anos de tortura, um material muito engraçado! Vá logo, ela o está esperando.</p>
<p style="text-align: justify;">- Quem?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não vamos começar isso de novo, simplesmente vá!</p>
<p style="text-align: justify;">Então, o monstro entra na torre e sobe pela escada espiral que encontra à sua frente. Após muitos milênios, chega ao topo e atravessa outra porta que leva a um pequeno quarto, todo mobiliado, com uma cama, uma escrivaninha e um armário. Ao entrar, mãos macias o agarram por trás, tapando seus olhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Continua&#8230;</strong></p>
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		<title>O Velho e a Pequena Garota</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:34:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um velho está sentado numa pedra no meio do nada, olhando para o nada. Uma pequena garota aparece, vinda de lugar algum para lugar nenhum e vai até o velho. Ela o olha e assim pergunta-o.
- O que você está fazendo? – diz ela despertando pela primeira vez a atenção do velho, que até então [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-44" title="OgAAACW1CtcPd04SsYOG7I5VTfSonzfcJSN8anD0hAUvLTTgICnkJGczKpRcks3JMkKzHngN-RT-VwWFg8mj70Zi8Q4Am1T1UN20wLHOOwoldSj3uR1OVgusYD11" src="http://www.umgritonovazioparaonada.com/wp-content/uploads/2009/11/OgAAACW1CtcPd04SsYOG7I5VTfSonzfcJSN8anD0hAUvLTTgICnkJGczKpRcks3JMkKzHngN-RT-VwWFg8mj70Zi8Q4Am1T1UN20wLHOOwoldSj3uR1OVgusYD11.jpg" alt="OgAAACW1CtcPd04SsYOG7I5VTfSonzfcJSN8anD0hAUvLTTgICnkJGczKpRcks3JMkKzHngN-RT-VwWFg8mj70Zi8Q4Am1T1UN20wLHOOwoldSj3uR1OVgusYD11" width="246" height="268" />Um velho está sentado numa pedra no meio do nada, olhando para o nada. Uma pequena garota aparece, vinda de lugar algum para lugar nenhum e vai até o velho. Ela o olha e assim pergunta-o.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que você está fazendo? – diz ela despertando pela primeira vez a atenção do velho, que até então não a notara.</p>
<p style="text-align: justify;">- Penso, penso no sentido de tudo aquilo que não faz sentido e quanto tudo isso não faria nenhum sentido se tivesse algum sentido – responde o velho olhando para a garota, analisando-a.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso não faz nenhum sentido – diz a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sua afirmação faz muito sentido – diz o velho voltando a olhar para o nada.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que olha? – pergunta a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- O nada. Há muito a se ver no nada. Olhe – diz o velho apontando para o nada.</p>
<p style="text-align: justify;">A garota olha na direção que ele apontou.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nada vejo – diz a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, nada se vê. Essa é a verdade absoluta – diz o velho continuando a olhar para o nada.</p>
<p style="text-align: justify;">- Estou entediada – diz a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">O velho com um rápido movimento volta a apontar para o nada. A garota de novo olha para direção apontada. O velho continuando a apontar para o nada, começa aos poucos a mover seu dedo em outra direção, a da garota, que o olha fixamente. O velho, então, pára o dedo apontando para o nariz da garota. A ponta de seu dedo a toca. A garota continua a olhá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">- De onde você veio? – pergunta o velho.</p>
<p style="text-align: justify;">- Lugar algum – responde a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Para onde você vai?</p>
<p style="text-align: justify;">- Lugar nenhum – responde a garota, agora segurando o dedo do velho, que continua tocando seu nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">- Onde você está?</p>
<p style="text-align: justify;">- Quem sabe? – retruca a garota, levantando a outra mão, tentando alcançar com o dedo o nariz do velho, sem realmente consegui-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Já estive em lugar algum, também em lugar nenhum, mas não tenho a mínima idéia onde estou – responde o velho, segurando o nariz da garota, puxando-o mais para perto para que a garota possa alcançar com o dedo o seu nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu odeio lugar algum! – exclama a garota, finalmente alcançando o nariz do velho. Ele que já soltara o nariz dela e voltara a só tocá-lo com a ponta do dedo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Lugar algum é extremamente alegre até o momento que você descobre onde está, assim se torna extremamente tedioso. Você acaba tendo que rumar para lugar nenhum.</p>
<p style="text-align: justify;">- Verdade – responde a garota, empurrando o velho para trás com o dedo sobre seu nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas lugar nenhum pode ser pior.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não! – exclama a garota estarrecida.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, muito pior – reafirma o velho segurando o dedo da garota, impedindo o constante empurrão.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não! Não! Não!</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, mas tudo depende de como você age. Quem sabe para você pode ser melhor!</p>
<p style="text-align: justify;">- Por que é tão difícil?</p>
<p style="text-align: justify;">- Porque ninguém ainda encontrou o caminho para lugar melhor. Se é que existe!</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas tem de existir!</p>
<p style="text-align: justify;">- Assim, eu espero também. Talvez aqui – diz o velho, subindo seu dedo para a testa da garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ou talvez aqui – diz a garota descendo seu dedo até o queixo do velho.</p>
<p style="text-align: justify;">- Talvez.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, talvez. O que devo fazer em lugar nenhum? – pergunta a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Você devia saber! – exclama o velho voltando com o seu dedo para o nariz da garota e empurrando o dela de volta para seu nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas não sei.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por onde posso começar? Sim, sim. Primeiro você tem de aprender o máximo possível. Mas preste atenção, todos que quererão te ensinar, só te ensinarão o que você não precisa saber. Aqueles que não nomearei, só querem lhe ensinar tudo aquilo que melhor lhes permitir controlá-la. Deve repugná-los o máximo possível!</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas você quer me ensinar coisas. Devo repugná-lo? – pergunta a garota, interrompendo o velho.</p>
<p style="text-align: justify;">- Primeiro, foi você que perguntou. Segundo, não estamos em lugar nenhum. Logo, não posso agir como aqueles que estão lá. Não sabemos onde estamos e só podemos agir como aqueles que não o sabem. Então, posso continuar?</p>
<p style="text-align: justify;">- Tarde demais, já estou a repugná-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">- E eu também a você.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse instante, cada um solta o dedo do outro, e com os dedos tocando seus narizes começam a fazer um movimento giratório. Isso se dá por alguns minutos, até que finalmente param, voltando a tocar um o nariz do outro, começam a se empurrar dessa maneira, mas logo com a outra mão seguram um o dedo do outro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Posso continuar? – pergunta o velho.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não – responde a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mesmo assim continuarei. Outro fator extremamente importante em lugar nenhum é que não deve confiar em ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não devo confiar em você?</p>
<p style="text-align: justify;">- Pare! – exclama o velho meio irritado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Devo confiar em mim? – pergunta a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Provavelmente não. Eu não o faria!</p>
<p style="text-align: justify;">Em resposta a garota começa a pressionar com mais força o nariz do velho.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por que não? – pergunta a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Se você não sabe se deve confiar em si própria, como devo eu confiar em você?</p>
<p style="text-align: justify;">- É que, às vezes, eu me sinto como se fosse só uma espectadora, sem poder controlar minhas ações, só julgá-las à distância. Sou duas.</p>
<p style="text-align: justify;">- E? – pergunta o velho segurando com mais força o dedo da garota que o empurrava.</p>
<p style="text-align: justify;">- E o quê?</p>
<p style="text-align: justify;">- Sou sete. Quatro provavelmente planejam me matar. Os outros três riem de mim constantemente. Mas, mesmo assim, confio em todos – diz o velho pegando o dedo da garota e mordendo-o.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ah! Por que fez isso?</p>
<p style="text-align: justify;">- Um dos sete estava entediado. Não posso controlá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ó, a minha outra também está entediada. Não posso controlá-la – diz a garota mordendo o dedo do velho.</p>
<p style="text-align: justify;">Após um momento, voltam a só tocar um o nariz do outro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Confia em mim? – perguntam ambos simultaneamente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim – respondem ambos entre si.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que mais preciso saber sobre lugar nenhum? – pergunta a garota.</p>
<p style="text-align: justify;">- Só que deve se acostumar a ficar entediada por longos períodos de tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ah, que tédio! O que vamos fazer agora?</p>
<p style="text-align: justify;">- Descreva-se.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por quê, é cego?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não sei. Acredito que não. Na verdade nunca conheci alguém que não me parecesse cego. Logo, não sei se este é o estado normal das pessoas, ou se só os vejo assim.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas eu te vejo!</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, estamos conversando. Logo, você me vê. Não é cega, se fosse teria passado direto. Mas eu não a vi, então, sou cego!</p>
<p style="text-align: justify;">- Talvez não, talvez só esteja mal acostumado. Nunca é visto?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não nunca. E você o é?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não sei, você não me viu.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, mas como você disse, estava cego por não ser visto. Se você vê, então pode ser vista, não é?</p>
<p style="text-align: justify;">- Espero – diz olhando-o desolada. – Mudemos de assunto. Quer saber como sou?</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, quero saber cada detalhe de quem foi capaz de me ver. Espero por isso há muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Assim descreverei-me. Tenho cabelos que cobrem à minha cabeça. Tenho dois olhos, que vêem aquele que não era visto. Tenho uma boca que conversa com aquele com quem ninguém conversava. E, é claro, tenho um nariz e na ponta deste tenho um dedo, ligado a uma mão, ligada por sua vez a um braço, ligado enfim a alguém que quero ver e com quem quero conversar. Agora é a sua vez.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, é claro. Tenho também cabelos que cobrem à minha cabeça. Tenho dois olhos, que até agora, só viam todos que não os viam e nenhum que os queria ver. Tenho uma boca, que queria falar, mas se manteve calada até alguém começar a falar com ela. E finalmente, tenho um nariz e na ponta deste tenho um dedo, ligado a uma mão, ligado por sua vez a um braço, ligado enfim a alguém que me viu e falou comigo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Agora sabemos como somos. Há, então, mais algo a se saber?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não. Não há nada mais a se saber, só tudo aquilo que não precisa ser desconhecido! – exclama o velho. &#8211; Mas isso não precisa de mim para descobrir – diz soltando o dedo da garota, que toca seu nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">- Devemos, então, nos separar? – pergunta a garota, afastando seu dedo do nariz dele, sem saber o que fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim. Tem de continuar seu caminho para lugar nenhum. É inevitável! – exclama afastando, por sua vez, seu dedo do nariz dela.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não sei se quero continuar, prefiro não saber onde estou! – exclama voltando a aproximar seu dedo do nariz dele.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas não pode, sua preferência nunca esteve em jogo, não há uma opção – diz pegando o dedo dela e o afastando de seu nariz. &#8211; Para ter total certeza que não se sabe onde se está, deve-se primeiro rumar para lugar nenhum e lá por um tempo ficar. Só assim pode-se entender por completo que não se pode saber onde se está.</p>
<p style="text-align: justify;">- Você vai esperar por mim? – pergunta tristemente colocando seu dedo sobre seu próprio nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, não posso. Agora que fui visto não posso mais não saber onde estou, tenho que continuar meu caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas para onde?</p>
<p style="text-align: justify;">- Lugar melhor – responde colocando seu dedo sobre seu queixo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas você disse que&#8230; – pára, entendendo, enfim, as palavras dele. – Sim, compreendo-o. Devo seguir, então.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, deve.</p>
<p style="text-align: justify;">- Até nunca – diz a garota, triste, levantando seu dedo para o velho, tentando uma última vez tocá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Até sempre – diz o velho, que levanta seu dedo em encontro do dedo dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Seus dedos se tocam e logo se desencontram. A garota segue por seu caminho, o velho a observa indo embora. Num último momento, no entanto, ela querendo vê-lo por uma última vez, pára e olha para trás. E, assim, nada vê, já que não há nada a ser visto.</p>
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		<title>Bem vindo a leitura do Um Grito no Vazio para o Nada!</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 17:25:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Você foi convidado a ler algo inteiramente novo!
Um romance banhado em diálogos filosóficos que vagam pelo vazio apontando para o nada. Narrando a saga de um homem em situações que perfuram a realidade e flutuam pela existência. Uma saga a perfurar a condição humana na sua eterna investigação!
É a história de um homem, ou talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><img class="alignleft size-medium wp-image-17" title="um grito no vazio para o nada - capa 2" src="http://www.umgritonovazioparaonada.com/wp-content/uploads/2009/01/um-grito-no-vazio-para-o-nada-capa-2-210x300.jpg" alt="um grito no vazio para o nada - capa 2" width="210" height="300" />Você foi convidado a ler algo inteiramente novo!</h3>
<p style="text-align: justify;">Um romance banhado em diálogos filosóficos que vagam pelo vazio apontando para o nada. Narrando a saga de um homem em situações que perfuram a realidade e flutuam pela existência. Uma saga a perfurar a condição humana na sua eterna investigação!</p>
<p style="text-align: justify;">É a história de um homem, ou talvez um garoto, sozinho na claridade a procurar as respostas às perguntas as quais já conhece muito bem, mas as guais também não consegue assumir em sua vida. Um ser que é apaixonado, sentimental, insano e doido. Porém, realista com suas ilusões.</p>
<p><strong>Agora em sua segunda edição impressa pelo Clube dos Autores!</strong></p>
<h1><strong><a href="http://clubedeautores.com.br/book/8936--Um_Grito_no_Vazio_para_o_Nada">Compre clicando aqui!</a></strong></h1>
<p>Outros links:</p>
<p>-<a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=15705923558874952757"> Perfil de orkut do autor</a>.</p>
<p>- <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=1769806551470986258">Perfil do livro</a>.</p>
<p>- <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=12198342799160282878">Perfil da produtora de filmes do autor</a>.</p>
<p>- <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=38653700">Comunidade do livro</a>.</p>
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